o juquery.

Idealizado pelo Dr. Francisco Franco da Rocha – a quem a cidade de Franco da Rocha homenageia em seu nome –, o Asilo de Alienados do Juquery foi inaugurado em 1898, com projeto do famoso arquiteto Ramos de Azevedo. Entre as muitas memórias que atravessam o Juquery – seu início com 800 leitos, o aumento exponencial de internos e a reforma psiquiátrica ocorrida posteriormente –, o ano de 1923 marca uma mudança fundamental em sua história com a chegada do psiquiatra, crítico de arte e músico paraibano Osório César (1895 -1979) à instituição.

Osório deu início a um trabalho pioneiro junto aos internos – posteriormente desenvolvido pela psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999) no Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro – ao explorar a arte como ferramenta terapêutica no tratamento psiquiátrico. Fundou e foi o diretor da Escola Livre de Artes Plásticas do Juquery e estabeleceu diálogo com nomes fundamentais da psicanálise mundial, como Sigmund Freud, com quem manteve correspondências. Uma das cartas de Freud para Osório César está preservada no Núcleo de Acervos, Memória e Cultura do Complexo Hospitalar do Juquery. Lá também está localizado o Museu de Arte Osório César, que reúne um acervo de mais de 8 mil obras produzidas pelos internos do Juquery, previsto para ser reaberto pela Prefeitura de Franco da Rocha no final do segundo semestre de 2019.

Atualmente, o Complexo Hospitalar do Juquery conta com um número reduzido de internos moradores e possui um novo modelo assistencial definido como Hospital de Leitos de Longa Permanência (Centro de Retaguarda e Reabilitação), em processo de implantação.

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