2021

Na quarta edição do festival de artes Soy Loco Por Ti Juquery, a programação se espalha pela cidade de Franco da Rocha. Ainda tentando se reinventar em meio a uma pandemia, o festival propõe um formato híbrido, no qual apresenta uma série de intervenções que acontecem ao longo dos dias e em diferentes espaços da cidade. É uma espécie de festival happening, que acontece de forma surpreendente, inesperada, transformando o cotidiano da cidade.Todas as propostas artísticas se relacionam com o Juquery ou com a saúde mental. 2021 também foi um ano marcante na história do Juquery. Em abril de 2021, os nove últimos moradores pacientes do Complexo Hospitalar foram transferidos e o hospital encerrou suas atividades de internação psiquiátrica de longa permanência. O festival deste ano é em homenagem a todas as pessoas que já passaram pelo Juquery. Moradores, pacientes, trabalhadores, visitantes, artistas, médicos, loucos. O que não pode ser esquecido?De 15 a 17 de setembro ainda acontece o III Seminário Cultura e Saúde, que desde 2019 integra a programação do Soy Loco. Organizado pela Prefeitura de Franco da Rocha e Museu de Arte Osório Cesar, a programação do seminário estará disponível em: francodarocha.sp.gov.br A maior parte das atividades acontecerá sem aviso prévio de hora e local, mas algumas das atividades podem receber o público, de forma organizada e responsável, com distanciamento e uso de máscara. E é possível conferir abaixo quais são: Itinerário Juquery; Filme com bate-papo: O Livro de Heydrich; O que não pode ser esquecido quando o Juquery fecha as portas?; Cortejo Canta Liberdade; Visita Guiada do Museu Osório Cesar.

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QUA 15/09

PIPAÇO

Na abertura do festival 500 pipas roxas serão empinadas nos céus de Franco da Rocha, por alunos de escolas da cidade e funcionários do Juquery. Cada participante será convidado a escrever em sua pipa uma palavra ou frase, pensando neste momento de encerramento das internações de longa permanência do Juquery.

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CORREIOS & ONLINE

ISTO NÃO É LOUCURA

Projeto de arte postal, realizado pelo Ateliê Caderno de Artista, que acontecerá física e virtualmente. Serão enviadas 100 cópias A3 por correio: uma cópia da obra + um trecho da obra de Francisco Rebolo, que retrata o Dr. Osório Cesar em 1939. Estas 100 pessoas que receberam as cartas (previamente inscritas) serão convidadas a criar intervenções sobre a obra e enviar uma foto de sua releitura para o instagram @caderno.de.artista. Este projeto visa problematizar a permanência intacta (até os dias de hoje) de alguns conceitos sobre a relação arte e loucura e propor uma releitura de tal obra, que contém alguns ícones dessa relação: Dr. Osório Cesar e o cachimbo fazendo referência à obra "Isto não é um cachimbo” de René Magritte.

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17, 18 e 19/09

TERRAPIA: UM CHAMADO DA TERRA

Terrapia: um chamado da terra, propõe pensar na relação entre Arte, terapia e meio ambiente. Propondo a pintura de um mural com uma imagem da Raimunda de Assunção em preto e branco, utilizando cinzas e carvão (em menção a grande queimada do Juquery) com um fundo com formas mais simples e geométrico (onde as pessoas poderão participar junto e experimentar as tintas) pintado com tintas de terra (duas cores pelo menos um tom marrom escuro e um tom marrom avermelhado), coletadas na região do Complexo Hospitalar do Juquery e do Parque do Juquery. Uma pintura que tenha relação com o território e sua memória, um respeito pelo lugar, assim como a utilização das cinzas do recente incêndio ocorrido no Parque. A proposta será executada em forma de pintura ao vivo durante o Festival, nesse momento ficará exposto o material de pintura (terras) e algumas tintas serão produzidas na hora para a pintura, adquirindo um caráter performático demonstrando a transmutação dos materiais em obra de arte. 

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TELEFONE & CORREIOS

123 PONTEIROS

Em “123 ponteiros”, Elilson concatena performance, história oral, escrita e produção serigráfica a partir de uma rede telefônica com moradores de Franco da Rocha. 123, número que indica o marco temporal de desativação da ala psiquiátrica do Juquery, indica a quantidade de pessoas que receberão ligações. A cada telefonema, memórias, previsões e provisões sobre o Juquery serão coletadas e concatenadas a partir da frase “Estes ponteiros, como a vida, fluem, ainda que pareçam parados”, inscrita em latim no relógio da Torre Central. Posteriormente, cada participante receberá, via correios, um envelope com uma cartão metalfilm (espelho) contendo a frase, um texto impresso com um relato sobre as conversas em torno do Juquery e instruções de ações elaboradas e partilhadas em conjunto com os moradores. O intuito é estabelecer uma engrenagem afetiva para a ressignificação dos imaginários e imaginações – poéticas e políticas – sobre o Juquery, simbolizando cada participante como um ponteiro mobilizador dessa História sempre em curso.

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15, 18 e 19/09

VISITA MEDIADA DO MAOC AO JUQUERY

15/09 (quarta-feira): 09h - 11h 
18/09 (sábado): 09h - 11h 
19/09 (domingo): 09h - 11h


O Museu de Artes Osório Cesar (MAOC) em parceria com o Complexo Hospitalar do Juquery oferece visitas guiadas que exploram fatos históricos do complexo com as obras ali produzidas. As inscrições para participar da ação já encerraram.
Caso alguém não vá no dia, será distribuída senha para vagas remanescentes.
 

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DOM 19/09

CORTEJO CANTA LIBERDADE

O Cortejo Canta Liberdade é o grito que representa a memória, a força e a luta de vidas negras que habitaram o Juquery, dando visibilidade a quem também fez parte da história. Ao som dos Tambores da Alvorada, na voz Associação Cultural do Véio Griô e Grupo de Capoeira Yorubá, o Cortejo parte do Teatro de Arena Ubirajara Ferreira Braga - Bira, atrás do MAOC, atravessa a ponte de acesso para ao Parque Benedito Bueno de Morais, e faz a volta completa até chegar no mesmo lugar. Finaliza com Roda de Capoeira e Roda de Vivências com os participantes compartilhando memórias do Juquery. 

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15, 16 e 17/09

SOY LOCO IN BARROCA
MOSTRA DE CURTAS

A Mostra Soy Loco in Barroca - é um cinema na RUA! Três projeções ao ar livre nas paredes e muros de Franco da Rocha e Francisco Morato com uma série de pequenos filmes sobre cultura e saúde mental produzidos por artistas da região. Temos como contrapartida a integração de grupos artísticos periféricos, a partir da criação de um projeto composto majoritariamente por mulheres residentes da Bacia do Juquery.

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QUI 16/09 ONLINE

CONEXÃO
FRANCO-CORÉIA

A artista sul-coreana Eun-hye Jeong, portadora de síndrome de down, encontra os artistas francorrochenses Satílio e Nailton, usuários do CAPS e reconhecidos pela qualidade de seus trabalhos. Em um projeto de desenhar pessoas ao redor do mundo de forma virtual, Eun-hye propõe uma troca de experiências, uma conversa e troca de desenhos. O encontro será transmitido ao vivo pelo youtube do festival.

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17/09

FILME ONLINE COM BATE-PAPO: "YOUR FACE" (SEU ROSTO)

Jung Eunhye, uma artista coreana com Syndrome de Down, desenhou mais de 2000 rostos de pessoas ao longo de vários anos. O documentário mostra como a arte pode reconectar com a sociedade e inspirar as vidas daqueles que vivem com uma deficiência intelectual.  

A exibição conta com um bate-papo com o diretor do filme, que é pai da artista, Dongil Seo, diretamente da Coréia. E será realizada no youtube do Soy Loco. 

17/09 - 19h30

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SAB 18/09

DO JUQUERY PARA O MUNDO

Com o encerramento das atividades psiquiátricas do Juquery no início de 2021, a proposta apresentada pela artista chama-se “Do Juquery para o mundo”. Consiste em uma intervenção artística dentro do Juquery e outra fora em praça pública da cidade de Franco da Rocha.  Estas intervenções ocorrerão em árvore(s) escolhidas como suporte(s) para a instalação. Serão amarrados em seus troncos fios de varal com camisetas brancas penduradas com letras estampadas com a técnica do stencil  e juntas formarão a frase do título do projeto. Tanto a árvore como a camiseta branca são símbolos marcantes na rotina do Juquery e portanto foram resgatados. A proposta é transformá-los através da intervenção artística junto a pessoas da cidade. As pessoas enxergarão o varal transformado em mural artístico, com fotos de algumas obras  do acervo do Museu de Arte Osório Cesar, e poderão co-criar com a artista pintando as camisetas.  Ao final da intervenção o varal estará colorido.

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SAB 18/09

FILME COM BATE-PAPO: O LIVRO DE HEYDRICH

 “O livro de Heydrich”: Marcelo Reis, morador do Capão Redondo, diz ser Heydrich, oficial de Hitler.  O filme investiga o delírio vindo da história do nazismo, pela perspectiva de um usuário de serviço de saúde mental de um CAPS de São Paulo. Outros usuários manifestam delírios de ordem histórica e política: um se diz judeu, outro se diz anarquista, outra diz ter conhecido Fidel Castro. O filme entrelaça documentário e ficção, num trabalho coletivo das equipes de saúde mental e de cinema: um ator é preparado por Marcelo para viver Heydrich no eixo ficcional; uma equipe produz o figurino; outra, o roteiro; outra investiga a origem do delírio; outra as locações em Paranapiacaba, onde Marcelo diz ter se tornado Heydrich. Trata-se de resgatar e atualizar o tema de "Hitler 3o. Mundo" de J. Agrippino de Paula, observando, com Foucault, que a "loucura é o teatro do mundo" e prefigura as distopias sociais.

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QUA 15/09

FILME NO CAPS: TRAJETÓRIAS DE UMA CRISE

"Trajetórias de uma Crise" é uma ficção que foi roteirizada, produzida e encenada por frequentadores da rede pública de saúde mental do município de Guarulhos/SP. São duas histórias paralelas que retratam a trajetória de duas pessoas em situação de sofrimento psíquico. Um dos personagens é levado ao Hospital público onde tem sua crise contida através de amarras e injeções, a sua revelia. Já a outra personagem é levada ao Centro de Atenção Psíquico Social (CAPS), local onde já estava vinculada e que propõe diferentes estratégias de acolhimento. A exibição está prevista para acontecer no CAPS IJ Franco da Rocha seguida de uma roda de conversa.

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QUI 16/09

BEBEDEIRA E LOUCURA

"Bebedeira e Loucura ” é uma performance itinerante que coloca em cena um jovem preto, entregador de bebidas por aplicativos buscando uma maneira de superar o alcoolismo. Inspirada na obra “Cemitério dos Vivos/Diários do Hospício” do autor carioca Lima Barreto, a performance explora, entre realidade e ficção, a condição de alguém que foi isolado por sua cor, e questiona qual a relação entre raça e a política por uma boa saúde mental para a população preta.

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18 e 19/09

ITINERÁRIO JUQUERY

Massonettos convidam para uma viagem de música acústica, performance e improvisos cênicos, com participações especiais de Ranulfo Faria e Cecília Miglorancia. A ação consiste em música e performance que acontece dentro da jardineira, um clássico ônibus do Juquery, enquanto ela realiza um percurso ao redor do complexo. Para participar, atente-se aos embarques no estacionamento do MAOC e na retirada de senhas no local.

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DOM 19/09

NÃO DORME MARIA, ACORDA!

Com mensagens de empoderamento, as Flores Odisseianas tomam a rua para recitar poesias e representar mulheres que foram impedidas de se expressar. Com dose de loucura e resistência, o grupo entrega oralidade e potência na voz, além de flores artesanais para as Francorrochense, acompanhada de uma muda de suculenta, com uma arte no formato imã de geladeira, inspiradas na planta "dormideira" com a mensagem, "Não Dorme Maria Acorda".

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DOM 19/09

O QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO QUANDO O JUQUERY FECHA AS PORTAS?

O que não pode ser esquecido quando o Juquery fecha as portas? Assim começou a pesquisa das artistas e educadoras Cibele Lucena e Flavia Mielnik, quando receberam o convite para criar uma obra para o festival Soy Loco por Ti Juquery 2021 e se depararam com o fato de que o Juquery estava encerrando as atividades da ala de internação de longa permanência após 123 anos de funcionamento. Esse fato, marcante em tantos aspectos, não podia ser ignorado. A partir da escuta de histórias de ex-funcionárias/os, ex-internas/os e outras pessoas ligadas a luta antimanicomial, a obra foi construída manualmente, com desenhos, textos e colagens, e ganhou a forma de um "livro de artista" que convida o leitor a percorrer uma paisagem complexa, carregada de camadas que precisam ficar registradas antes que se apaguem. No último dia do festival, as artistas convidam o público a conhecer o trabalho em uma roda de conversa e partilha.  Conheça as artistas em @flaviamielnik e @cibele_desenha

2020

Para a programação Soy Loco em Casa, tivemos 15 propostas artísticas que chegam ao público de Franco da Rocha de forma inovadora. Sem gerar aglomeração, nem riscos de contaminação, as intervenções buscam meios alternativos de se conectar com as pessoas: através do som, de entregas, de instalações e de performance.

​Do Juquery para a cidade. As propostas artísticas se espalham pela cidade de Franco da Rocha, buscando conexões com o Complexo Hospitalar. 11 propostas foram selecionadas pela convocatória realizada para artistas da Bacia do Juquery. 3 artistas foram convidados para criarem propostas especiais e ainda tivemos um jogo da memória pensando no público infantil.

 

Em parceria com o Museu de Arte Osório César, criamos o Jogo das Memórias do Juquery, com obras do acervo do museu. São várias formas de jogar e uma maneira de trabalhar o imaginários dessas importantes obras com as crianças da cidade. Uma das artistas com obras no jogo é Aurora Cursino, uma das mais reconhecidas do acervo. Ela também inspira a vídeo performance “Auroras – mulheres que criam” de Mariana Moura. E o grupo Odisseia das Flores também toma a obra de Aurora como inspiração para criar o “Sarau Locoesia”, que circulou pela cidade através de um carro de som.

 

O projeto “Em voo nos queremos”, de Beth Ziani, Cibele Lucena e Flavia Mielnik, cria cartazes a partir de pássaros recebidos de artistas e colaboradores do CAPS. E o artista Edmar Almeida enviou postais para a casa de pessoas, esperando receber de volta histórias ligadas ao Juquery. 

Além disso, o 2º Seminário Cultura e Saúde, desta vez online, trouxe diversos encontros, inclusive internacionais.

É possível ver o seminário completo e os resultados das obras no youtube do festival: youtube.com/soylocoportijuquery

Veja com mais detalhes as propostas participantes clicando aqui!

2019

O 2º Soy Loco Por Ti Juquery aconteceu de 19 a 22 de setembro de 2019, com apoios da Oi e do Oi Futuro, através do Proac ICMS, da Prefeitura de Franco da Rocha, Goethe-Institut, Cingulado, Poiesis e Click Up.

Com horário extendido, das 10h às 22h, o festival teve um total de 68 atividades, 308 artistas envolvidos, uma Feira Solidária de Franco da Rocha, um educativo voltado para o público do CAPS e a criação de uma obra permanente, da artista Elisa Bracher, que foi instalada no local. Mais de 3000 pessoas curtiram o festival e mais de 300 pessoas dos CAPS participaram das atividades.

 

O festival deste ano contou com 4 curadores: Arturo Gamero, de artes visuais e da residência artística; Decio 7, de artes sonoras; Natalia Machiavelli, de artes do corpo; e André Arruda, para artistas locais - das cinco cidades da Bacia do Juquery: Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Cajamar e Mairiporã.

Também foi realizada uma parceria com o projeto Juquery Encantado, de Mariana e Ricardo Massonetto, para a programação infantojuvenil. 

O seminário cultura e saúde foi uma atividade organizada pela Secretaria de Cultura de Franco da Rocha.

Alguns convites de artistas e apresentações foram feitos diretamente pela direção do festival. Além disso, o festival também organizou oficinas abertas e gratuitas, além de visitas guiadas com os funcionários do Juquery.

 

As atividades que aconteceram no 2º Soy Loco Por Ti Juquery:

Artes visuais:
Xiloceasa, Pedro França, Juliana Jardim, Luiz Pimentel e exposição de obras do acervo do Juquery, criadas pelos pacientes moradores


Artes sonoras:
Feminine Hi Fi, Pancho Trackman, Dj Nato, grupo Rimadores do Vagão Wutremclan, Vitoriano e seu Conjunto - "Para Manter a Loucura Estável", grupos de Charangas - "Charanga
 do França convida Cornucópia Desvairada e Fanfarra Manada", Ranulpho Faria e convidados, como a Orquestra Sinfônica de Caieiras e os Massonettos; Mangangá, Caos no Subúrbio, Bloco da Casa Velha.

Artes do corpo:
"Delírios do inconsciente", do grupo Cia Quase Cinema; "Pachamama", com Rafael de Palma; "Altamira 2042", da Cia Corpo Rastreado; "Paracy, as mães do rio", de Bruna Carvalho e Rafaela Maya; "Outras Portas, Outras Pontes", do Grupo Sansacroma; "Tarô dos Loucos", de Eduardo Henrique Bartolomeu; "O Manto" de Lilian Borges; "Causos do Juquery", com Ednaldo Carmo; "Eu-Você", das artistas suíças Claudia e Isabelle Barth; "O Alienista", de Machado de Assis, com Ana Moraes e Denise Aires


Visita guiada "Conhecendo o Juquery", com funcionários do complexo

Oficinas:

Graffiti com Fabiana Binak; Conservação Patrimonial, com Mirza Pellicciotta e Fabio Di Mauro; "Criação de óculos de artista: novas formas de ver o mundo", com o artista Marco Piantan; "A paisagem impressa: tempo-corpo", com Amora Julia, artista da região; Xilogravura, com o grupo Xiloceasa

 

Cinema:
"Stultifera Navis", de Dudu Mafra; "Estamos Todos Aqui", de Rafael Mellin e Chico Santos; "A Cidade É Uma Só?", de Adirley Queirós

 

Lançamento do livro de receitas “Juquery Memórias e Sabores”, realizado pelos funcionários do Juquery

 

Seminário Cultura e Saúde:
Museus vivos e suas experiências, com Tenzin Siegfried e Pola Fernandez; A obra de Osório Cesar, com Regiane Mendes, Mauro Aranha, Raquel Amin e Rosa Cristina Carvalho; Práticas Contemporâneas do Cuidado, com Décio Cesarini Jr, Gladys Schincariol, Graziela Kunsch, Raphael Escobar; Apresentação das Oficinas Culturais, com trabalhadores e usuários da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial)

Juquery Encantado (programação infantojuvenil):
"Conto de Todas as Cores", do Grupo Girandolá; "Vivência de Música e Teatro", do Grupo Ateliê Cênico Musical; "Música do Círculo"; palhaço Merguyo, "O Salto"; "Alumbramento", com Vinicius Mazzon; Oficina "Técnica dos instrumentos de percussão afrobrasileiros", com Eder O Rocha; Oficina de sopro com Thiago França; Oficina "Orquestra Xarabemba", com Gustavo Saulle
 

Obra de Elisa Bracher

Através do curador Arturo Gamero, conseguimos viabilizar uma obra permanente de Elisa Bracher no Complexo Hospitalar do Juquery.

Trata-se de uma escultura com cerca de 15 metros de altura, de aço galvanizado, que equilibra 4 trapézios, um sobre o outro.

Essa obra inaugura um novo momento no Juquery, com o festival se colocando como uma ocupação continuada do espaço, estando agora presente por muitos anos à frente.

2018

O Festival Soy Loco Por Ti Juquery fez sua estreia em 2018, nos dias 14, 15 e 16 de setembro. Ao longo do final de semana, mais de 1.800 pessoas circularam por parte do espaço do Complexo Hospitalar do Juquery para aproveitar a programação artística que ocupou o local.

 

Entre as atrações pensadas especialmente para o Juquery, o festival contou com uma exposição inédita de parte do acervo do Museu Osório César, com curadoria das funcionárias do próprio Complexo Hospitalar, e uma apresentação surpresa do músico Ranulpho Alves, ícone cultural de Franco da Rocha, conhecido por homenagear o Juquery em suas canções.

 

Como parte do festival, a primeira edição da residência artística Soy Loco Por Ti Juquery precedeu o evento e recebeu 5 artistas* que viveram no Juquery por dez dias. Desse encontro, surgiram trabalhos potentes, que puderam ser vistos pelo público ao longo dos três dias de programação, e a exposição itinerante "DESCOBERTAS: Olhares de uma residência artística no Juquery", via edital da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari) em parceria com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP).

 

Idealizado e produzido pela Trapézio Produções Culturais, o 1º Soy Loco Por Ti Juquery teve realização do Programa de Ação Cultural (ProAC) e Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Franco da Rocha e apoio do Complexo Hospitalar do Juquery.

 

Estiveram no festival:

*Artistas selecionados para a 1ª Residência Artística Soy Loco Por Ti Juquery: Cris Proença, Edmar Almeida, Isabel Bei, Marcelo Bressanin e Marilia Vasconcellos.

*Artistas visuais: Fernando Limberger, Lucas Bambozzi, Tiago Navas, Victor Leguy

*Artistas sonoros: Massonettos, Embatucadores, Clownrinetas

*Artistas do corpo: Girandolá, Lorena Lobato, Carolina Berger, Edmar Almeida

*Filmes: Bicho de Sete Cabeças, Estamos Juntos, Madrigal Para Um Poeta Vivo, Calma

*Oficinas: Gabriela Serfaty, Marília Vasconcellos, Leonardo Chagas